FENACON: Desvendando os detalhes da nova reforma tributária

A FENACON realizou uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube para discutir os aspectos da regulamentação da reforma tributária. A discussão foi liderada pelo presidente da FENACON, Daniel Coêlho, com a participação do diretor legislativo Diogo Chamun e do vice-presidente institucional Reynaldo Lima. No segundo encontro, realizado na terça-feira, 30, os diretores conversaram com jornalistas de todo o país. Durante o debate, foram abordados temas como a tramitação da reforma tributária na Câmara e no Senado, bem como os relatores designados em cada casa legislativa. Chamun destacou que o governo ainda não apresentou o texto da reforma ao Congresso, mas o fará em breve. Ele mencionou que está em tramitação uma lei que trata de cashback, cesta básica e imposto seletivo, com 409 artigos, a qual já foi aprovada na Câmara e agora está no Senado sob a relatoria do senador Izalvi Lucas. Daniel Coêlho explicou que a FENACON, o Conselho Federal e o CRC irão enviar informações ao relator para auxiliar na elaboração do texto. Sobre o período de transição, os diretores da FENACON ressaltaram a importância dos anos de 2024 e 2025 para a aprovação da legislação e a estruturação da reforma. Após essa fase, será necessário lidar com dois sistemas tributários de 2027 a 2033, o que representará um desafio, mas também uma oportunidade significativa. A reforma visa unificar tributos e introduzir o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS dos Estados e o ISS dos municípios; a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o PIS, Cofins e o IPI, todos de competência federal; e o Imposto Seletivo, que incidirá sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Coêlho afirmou que a carga tributária não aumentará, mas também não diminuirá. A unificação da tributação pode ser vantajosa para empresários e investidores, pois simplifica o sistema tributário, embora ainda não haja uma alíquota definitiva para esses tributos. Chamun explicou que dois novos tributos serão criados: CBS e IBS. A alíquota combinada desses tributos será definida pela soma das alíquotas do IBS e da CBS, com um parâmetro de 26% no sistema não cumulativo. A Câmara dos Deputados incluiu uma cláusula que permitirá uma revisão para reduzir benefícios caso a alíquota ultrapasse 26,5%. No encontro com a imprensa, os diretores da FENACON esclareceram que a reforma tributária oferece duas alternativas para as empresas do Simples Nacional quanto ao recolhimento do IBS e da CBS. A Emenda Constitucional Nº 132/2023 estabelece um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, com uma parte administrada pelo governo federal e a outra por Estados e municípios. As empresas do Simples Nacional poderão escolher entre dois modelos: continuar com a forma unificada de recolhimento, como atualmente, ou adotar um modelo segregado por imposto. Optar pelo modelo antigo poderá resultar em perda parcial dos créditos tributários, o que pode afetar a competitividade das empresas. Por outro lado, aderir ao novo modelo exigirá que as empresas lidem com dois regimes tributários simultâneos: o do Simples Nacional e o da reforma tributária, com uma alíquota-base limitada a um teto de 26,5%.

SESCON-SP cobra Febraban por informações mais completas nos extratos

Contadores pressionam bancos por mais dados em extratos para agilizar processos A falta de informações detalhadas em extratos bancários é um dos maiores desafios enfrentados pelos contadores atualmente. Para mudar essa realidade, o SESCON-SP se reuniu com a Febraban na última sexta-feira, 2 de agosto, para discutir soluções. A principal demanda dos contadores é a inclusão do CPF ou CNPJ do remetente e do destinatário em todas as transações bancárias, incluindo TED, DOC, PIX e depósitos. Essa medida é fundamental para a automação dos sistemas contábeis e a redução do tempo gasto com a conciliação manual. “A falta de identificação das partes envolvidas nas transações dificulta a conciliação das contas e aumenta o risco de erros na contabilização”, afirma Carlos Alberto Baptistão, presidente do SESCON-SP. “A automação é fundamental para que os contadores possam dedicar mais tempo a análises estratégicas e menos a tarefas repetitivas.” Além da inclusão do CPF/CNPJ, os contadores também solicitaram uma identificação clara para depósitos em espécie superiores a R$ 2 mil. A Febraban se comprometeu a analisar as demandas do SESCON-SP e buscar soluções que atendam tanto os interesses dos bancos quanto os dos contadores.

PMEs impulsionam a economia: faturamento sobe 5,2% no 2º trimestre

Um estudo recente indica que as micro, pequenas e médias empresas (MPEs) registraram um crescimento significativo no faturamento durante o segundo trimestre de 2024. De acordo com o Índice de Desempenho Econômico das MPEs (IDEM-MPEs), o faturamento das MPEs aumentou 5,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O semestre também foi favorável ao segmento, que acumulou uma alta de 4,3% na comparação com 2023. Os especialistas atribuem os resultados positivos à melhora da economia do país. A queda dos juros e do desemprego, somados aos programas de incentivo ao desenvolvimento da indústria, estão colocando o Brasil novamente na rota do crescimento sustentável. Nesse contexto, as MPEs desempenham um papel fundamental, gerando empregos e renda em todo o país. Com mais dinheiro disponível, as famílias também consomem mais, criando um ciclo virtuoso que beneficia a todos. A análise setorial indica que o aumento foi impulsionado pelas pequenas e médias indústrias, que registraram um avanço de 11,9% no período, em atividades como “lubrificantes industriais”, “metalurgia”, “impressão e reprodução de gravações” e “manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos”. De acordo com o sistema de gestão empresarial utilizado no estudo, também é importante destacar a recuperação das MPEs do setor de comércio, que registraram expansão de 4,6% na comparação com o segundo trimestre de 2023. Os resultados mais expressivos foram no atacado (+7,5%) – com destaque para “livros, jornais e outras publicações”, “cimento” e “produtos de higiene, limpeza e conservação domiciliar”. No varejo, o aumento de 3% foi observado em atividades como “produtos farmacêuticos manipulados”, “vidros” e “artigos de armarinho”. Tendência de crescimento se mantém Os especialistas preveem que as MPEs mantenham a tendência de crescimento no segundo semestre e encerrem 2024 com faturamento 4,3% superior ao de 2023. Para 2025, a expectativa é de um aumento de 2%, uma aposta mais cautelosa e alinhada com as previsões para o PIB brasileiro. Segundo os especialistas, uma taxa de juros mais alta que a esperada anteriormente – com perspectivas entre 9,5% e 10% ao ano – significa menos estímulos ao crescimento provenientes do crédito. Com isso, presume-se que a evolução do mercado de MPEs ocorra concentrada nos setores de serviços e comércio – refletindo a perspectiva de sustentação do consumo das famílias. A expectativa, ainda de acordo com os especialistas, é de que os juros voltem a cair em 2025, gerando impactos positivos sobre o setor de infraestrutura, principalmente para a construção civil. O Índice de Desempenho Econômico das MPEs (IDEM-MPEs) considera empresas com faturamento de até R$ 50 milhões anuais divididas em 701 atividades econômicas que compõem quatro grandes setores: comércio, indústria, infraestrutura e serviços.

Omie revoluciona a gestão contábil: nova solução impulsiona a produtividade dos escritórios.

A Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem, anunciou o lançamento do Decola CNPJ, uma solução completa para abertura de empresas e expansão do escritório contábil. O Decola CNPJ oferece um processo simples e 100% digital, facilitando a troca de informações entre o contador e o empreendedor. Isso permite que a contabilidade cresça de forma escalável, gerando eficiência no processo de abertura do CNPJ. Além dos benefícios já citados, o Decola CNPJ também oferece: Conta corrente PJ gratuita no Banco Linker por seis meses Cartão de crédito corporativo com investimento Certificado digital gratuito por 12 meses De acordo com Carolina Alves, head de negócios e inovação do banco Linker, o Decola CNPJ oferece agilidade operacional para os escritórios contábeis parceiros. “Por meio do Portal do Contador, é possível acompanhar movimentações financeiras, requisitar pagamentos de impostos e honorários, além de monitorar a emissão de notas fiscais dos clientes”, explica. O Decola CNPJ é uma solução inovadora que pode ajudar os escritórios contábeis a crescerem seus negócios e oferecerem um melhor serviço aos seus clientes.

Reforma Tributária: Um novo capítulo para o ITCMD – O que muda para você?

A Reforma Tributária traz novidades para o ITCMD, o imposto cobrado sobre heranças e doações. A principal proposta é tornar a alíquota progressiva, ou seja, quanto maior o valor do patrimônio transmitido, maior será o imposto. A justificativa é promover a justiça fiscal, fazendo com que os mais ricos contribuam mais para os cofres públicos. No entanto, essa mudança pode gerar um impacto significativo no planejamento sucessório de muitas famílias. A antecipação de doações em vida é uma estratégia cada vez mais utilizada para planejar a sucessão e mitigar os impactos da tributação. Ao transferir bens para os herdeiros em vida, é possível aproveitar as alíquotas atuais do ITCMD, que podem ser mais vantajosas do que as futuras. No entanto, é fundamental analisar cuidadosamente as implicações fiscais e patrimoniais de cada caso, pois a doação pode gerar o Imposto sobre Doação (ITD) e impactar a base de cálculo de outros tributos, como o Imposto de Renda.

Nova norma internacional de auditoria para pequenas empresas: O IAASB simplifica a auditoria para entidades de menor porte.

O IAASB acaba de lançar um novo guia prático para auxiliar os auditores na aplicação da ISA para LCE, a norma internacional que simplifica a auditoria para pequenas empresas. O documento oferece orientações detalhadas sobre a elaboração de relatórios de auditoria, incluindo exemplos práticos e recursos adicionais. Com este novo guia, os auditores poderão aplicar a ISA para LCE de forma mais eficiente e precisa, garantindo a qualidade dos seus trabalhos e facilitando a compreensão dos relatórios pelos usuários. O guia apresenta oito relatórios ilustrativos de auditores, cobrindo diferentes cenários, como opiniões adversas e isenções de responsabilidade. Além disso, o documento oferece informações sobre o uso de ênfase na matéria e outros parágrafos de assunto, relatórios sobre outras informações e relatórios sobre uma incerteza material relacionada à continuidade operacional. A nova ISA para LCE e o guia complementar representam um importante passo para a harmonização das práticas de auditoria em todo o mundo e para o fortalecimento da confiança nas informações financeiras das pequenas empresas. Para acessar o guia completo e outros recursos, visite o site do IAASB: www.iaasb.org/ISAforLCE.

As inscrições para o Exame de Qualificação Técnica (EQT) do segundo semestre de 2024 abrem nesta quinta-feira

Contadores, atenção! Inscrições para o EQT 2024 estão abertas! Oportunidade para se tornar um Auditor Independente ou Perito Contábil: Período de inscrição: 25 de julho a 23 de agosto de 2024 Inscrições: https://cfc.org.br/desenvolvimento-profissional-e-institucional/exames/exame-de-qualificacao-tecnica/ Edital completo: https://cfc.org.br/noticias/eqt-ja-esta-disponivel-o-edital-para-o-exame-de-qualificacao-tecnica-n-1-2024-para-auditores-e-peritos/ Provas: 30 de setembro a 5 de outubro de 2024 (conforme área de atuação escolhida) Destaques: 27ª edição do EQT para registro no CNAI 10ª edição do EQT para registro no CNPC Organização pela FGV Mais informações: https://cfc.org.br/desenvolvimento-profissional-e-institucional/exames/exame-de-qualificacao-tecnica/ Não perca essa chance de conquistar sua certificação! #EQT #Contabilidade #Auditoria #PeríciaContábil #CFC #FGV

Impacto dos cortes na Previdência pode afetar diretamente os benefícios dos brasileiros

A redução dos gastos públicos ganhou destaque no debate político e econômico recente. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a necessidade de cortes nas despesas obrigatórias para cumprir a Lei do Arcabouço Fiscal, sem especificar as áreas afetadas. As medidas de contingenciamento serão reveladas em 22 de julho, junto com o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas da Receita Federal, prometendo intensificar a discussão sobre onde os cortes serão aplicados. A Previdência Social está entre os possíveis alvos, com propostas controversas como a desvinculação do piso previdenciário do salário mínimo. Especialistas, como o advogado e contador Álvaro Sólon de França, ex-secretário executivo do Ministério da Previdência, criticam essa ideia, argumentando que desonerações fiscais deveriam ser revertidas em vez de reduzir os benefícios. França alerta que tal medida poderia aumentar a pobreza e a desigualdade social no Brasil, além de impactar negativamente a economia local ao diminuir o consumo dos beneficiários. Com a maioria dos benefícios previdenciários sendo de um salário mínimo, França enfatiza que esses recursos são essenciais para o consumo e a qualidade de vida dos beneficiários, não sendo destinados à poupança ou ao mercado financeiro. Além disso, ele destaca que cortes nas pensões e aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social poderiam ter efeitos negativos significativos para a economia e as contas de milhares de municípios brasileiros que dependem desses recursos para sua sustentabilidade. Portanto, enquanto o governo planeja ajustes fiscais, a discussão sobre o impacto social e econômico dessas medidas continua a ser intensamente debatida.

“Escândalo contábil nas Americanas resulta em perdas superiores a R$ 25 bilhões”

Considerado um dos grandes nomes do varejo brasileiro, o Grupo Americanas, com quase um século de história, surpreendeu o país em janeiro do ano passado ao revelar “inconsistências contábeis” superiores a R$ 20 bilhões. Essas irregularidades, até então desconhecidas por investidores, fornecedores, credores, trabalhadores e pela sociedade brasileira como um todo, foram identificadas por uma análise da área contábil da empresa. Essas operações envolviam financiamentos de compras no valor aproximado de R$ 20 bilhões, que resultaram em dívidas não adequadamente registradas na conta de fornecedores nas demonstrações financeiras da companhia. Logo após o anúncio, o Grupo Americanas entrou com um pedido de recuperação judicial para proteger seus negócios e patrimônios das cobranças de dívidas imediatas. Posteriormente, a empresa revelou que essas inconsistências eram resultado de fraudes. Após uma auditoria independente, verificou-se que ex-diretores da companhia manipularam dados contábeis, totalizando R$ 25,3 bilhões. A fraude envolveu a criação artificial de contratos de verbas de propaganda cooperada (VPC) para melhorar os resultados operacionais da empresa. Esses valores fictícios em VPC foram lançados nos balanços contábeis, simulando redução de custos, mas sem efetiva contratação de fornecedores para os serviços. Além disso, foram identificadas operações de risco sacado, nas quais houve antecipação de pagamentos a fornecedores por meio de empréstimos bancários não devidamente contabilizados, resultando na ocultação de bilhões em dívidas. Ex-diretores da Americanas estão sendo investigados pela Polícia Federal (PF), e dois deles tiveram prisão preventiva decretada, posteriormente convertida em medida cautelar para impedir que deixem o país. Segundo relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a dívida da empresa com seus credores, considerando as inconsistências contábeis, ultrapassava os R$ 42 bilhões em setembro de 2023. A Americanas, que começou como uma modesta loja de Niterói em 1929, expandiu-se significativamente ao longo das décadas, tornando-se uma das maiores sociedades anônimas do varejo no Brasil, listada na Bolsa de Valores desde os anos 40. Nos anos 2000, a empresa iniciou sua jornada digital e realizou aquisições estratégicas, como Shoptime, Ingresso.com e Submarino. Recentemente, anunciou o encerramento dos sites Shoptime e Submarino como parte de sua nova estratégia de negócios, focada em operações ágeis, rentáveis e eficientes para oferecer uma experiência de compra aprimorada.

“Grupo do Crime Organizado adquire usinas de etanol para ampliar a rede de postos de combustíveis”

Crime organizado, liderado por facções como PCC, Comando Vermelho e Comando do Norte, expandiu suas atividades para o setor de combustíveis, assumindo o controle de postos de gasolina e até usinas de etanol. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou a gravidade da situação, revelando que o PCC controla cerca de 1.500 postos de combustíveis no país, manipulando toda a cadeia produtiva. Essa infiltração criminosa gera um prejuízo anual de até R$ 33 bilhões aos cofres públicos, devido à sonegação de impostos, fraudes e adulterações nas vendas. O interesse do PCC no setor de combustíveis é principalmente para lavagem de dinheiro. Controlando postos e usinas, a facção consegue integrar dinheiro ilícito na economia formal, dificultando o rastreamento e a apreensão de seus recursos. Além disso, o controle da cadeia produtiva permite que o PCC manipule preços, extorça produtores e distribuidores, e obtenha vantagens competitivas ilegais. O setor de combustíveis também oferece uma extensa rede de distribuição e logística, que pode ser utilizada para o transporte de drogas, armas e outros produtos ilícitos. Desafios no combate ao crime organizado O Ministério da Justiça e a ANP estão empenhados em combater o crime organizado no setor de combustíveis, enfrentando desafios significativos devido à base operacional do PCC na Bolívia, que dificulta a obtenção de informações cruciais para desmantelar as operações criminosas no Brasil.