Empreendedoras conquistam espaço e acessam R$ 734 milhões em crédito com apoio do Fampe Mulher

O empreendedorismo feminino no Brasil continua crescendo e ganhando cada vez mais força. Um exemplo disso é o acesso ao crédito por meio do Fampe Mulher, iniciativa criada para facilitar o financiamento de negócios liderados por mulheres. Recentemente, empreendedoras brasileiras já conseguiram acessar cerca de R$ 734 milhões em crédito, um número que mostra a importância de programas que incentivam e fortalecem a participação feminina no mundo dos negócios. O Fampe Mulher funciona como um fundo de aval, ou seja, ele ajuda a garantir parte do financiamento solicitado pelas empresárias. Na prática, isso facilita a aprovação do crédito junto às instituições financeiras, principalmente para pequenas empresárias que muitas vezes encontram dificuldades para apresentar garantias tradicionais exigidas pelos bancos. Com esse suporte, milhares de mulheres conseguem investir no crescimento de seus negócios, ampliar suas atividades, comprar equipamentos, melhorar a estrutura da empresa ou até mesmo iniciar um novo empreendimento. Além de estimular a economia, o programa também contribui para a geração de empregos e para o fortalecimento das pequenas empresas no país. Iniciativas como essa são fundamentais para reduzir barreiras históricas enfrentadas por mulheres no acesso a recursos financeiros. Ao incentivar o empreendedorismo feminino, programas de crédito com garantia ampliada ajudam a criar mais oportunidades, promovem independência financeira e fortalecem o papel das mulheres como protagonistas no desenvolvimento econômico do Brasil. O avanço desses números demonstra que, quando existem políticas de incentivo e apoio adequadas, cada vez mais mulheres conseguem transformar ideias em negócios sólidos e sustentáveis. O acesso ao crédito, aliado a planejamento e gestão, se torna um importante passo para impulsionar sonhos e construir empresas de sucesso. ✨📊

PMEs registram queda em dezembro após dois anos de alta

O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs) apontou uma retração de 0,9% na movimentação financeira média das pequenas e médias empresas brasileiras em dezembro de 2024, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. Apesar dessa queda mensal, o quarto trimestre de 2024 encerrou com crescimento de 3,3%, embora inferior à alta de 5,5% registrada no terceiro trimestre do mesmo ano. A queda no índice de dezembro, somada ao fraco desempenho de novembro (+1,8% YoY), reflete a desaceleração do mercado de PMEs no Brasil, especialmente nos setores de Indústria e Serviços. Essa perda de ritmo ocorre em um contexto de maior incerteza macroeconômica, intensificada após o anúncio do plano de revisão de gastos do governo em novembro de 2024. O economista Felipe Beraldi, gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, destacou que, embora o primeiro trimestre de 2025 apresente perspectivas de expansão, o cenário de insegurança econômica persiste, comprometendo a confiança no mercado. Desempenho setorial As PMEs do setor de Comércio se destacaram positivamente, com crescimento de 7,1% em dezembro, impulsionado pelas vendas da Black Friday e das festas de fim de ano. No varejo, segmentos como “artigos de colchoaria”, “artigos de viagem” e “brinquedos e artigos recreativos” registraram bons resultados. Em Infraestrutura, o faturamento das PMEs aumentou 3,1% no mesmo período, sustentado por avanços em “coleta, tratamento e disposição de resíduos” e “eletricidade”. Entretanto, o segmento de “construção” manteve sua tendência de queda. Por outro lado, os setores de Indústria e Serviços apresentaram retração em dezembro. Na Indústria, o índice registrou queda de 5,4%, com apenas seis dos 23 subsegmentos monitorados em crescimento, entre eles “produtos têxteis”, “equipamentos de transporte” e “fabricação de produtos de minerais não metálicos”. No setor de Serviços, a redução foi de 1,9%, embora áreas como “atividades financeiras”, “atividades jurídicas” e “atenção à saúde humana” tenham mantido crescimento. Perspectivas para 2025 Apesar dos desafios macroeconômicos, Beraldi acredita que o mercado de PMEs continuará crescendo, ainda que de forma mais moderada e alinhada à economia geral. A expectativa é de que a expansão se concentre nos setores de Serviços e Comércio, que dependem mais da renda e do consumo das famílias. No entanto, a continuidade da alta na Selic pode restringir o desempenho de segmentos mais dependentes de crédito, como Indústria e Infraestrutura. Sobre o IODE-PMEs O IODE-PMEs, desenvolvido pela Omie, acompanha as atividades econômicas de pequenas e médias empresas brasileiras com faturamento anual de até R$50 milhões. O índice é baseado em dados anonimizados de movimentações financeiras de mais de 170 mil clientes, cobrindo 701 CNAEs, e utiliza ajustes pelo IGP-M para eliminar efeitos inflacionários, proporcionando uma análise em termos reais do desempenho do setor.   5