📈 Otimismo em Alta: Confiança das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) Atinge Segundo Mês de Crescimento

🌟 Confiança das MPEs Atinge 2º Mês de Alta, Puxada por Comércio e Serviços   O índice de confiança das micro e pequenas empresas (MPEs) registrou um crescimento pelo segundo mês consecutivo. Em outubro, o índice variou positivamente 1,1 ponto percentual (pp) em relação a setembro, sinalizando uma recuperação do otimismo no segmento. Setores em Destaque   A recuperação foi impulsionada principalmente pelos setores de Comércio e Serviços: Comércio: Crescimento expressivo de 3,5 pp. Serviços: Variação positiva de 0,9 pp. Em contrapartida, o setor da Indústria apresentou uma variação negativa de 2,8 pp no período. Recuperação Abrange Todas as Regiões   A recuperação do otimismo foi generalizada, atingindo todas as regiões do país em outubro: Nordeste: Destaque com o maior crescimento: 6,2 pp. Sul: Variação positiva de 1,5 pp. Sudeste: Variação positiva de 1,0 pp. Norte/Centro-Oeste (Norte/CO): Variação positiva de 0,3 pp. Fatores do Otimismo   O presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, atribui o aumento da confiança ao cenário econômico positivo: “A confiança das micro e pequenas empresas é resultado de uma economia que está dando certo, com pleno emprego e inflação controlada.” Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional Lima também ressalta que o aumento do consumo das famílias neste período tradicionalmente contribui para aquecer a economia, impulsionando o otimismo dos empreendedores, especialmente nos setores de Comércio e Serviços.

De Lisboa para o mundo: O salto das startups brasileiras em busca da expansão global.

Pelo terceiro ano consecutivo, a delegação brasileira no Web Summit Lisboa atinge um número histórico. Entre os dias 10 e 13 de novembro, mais de 300 startups nacionais, apoiadas pelo Sebrae, ApexBrasil e parceiros, marcam presença na conferência internacional de tecnologia.   O Salto para o Mercado Global   O evento, um dos maiores do ecossistema de inovação, serve como trampolim para a expansão internacional das empresas brasileiras. A missão deste ano se destaca por: Delegação Recorde: Mais de 300 empresas, com representação de todas as regiões do Brasil, e um foco especial em startups do Norte e Nordeste. Diversidade e Inclusão: As startups, selecionadas via edital, abrangem setores como TI, Healthtech e Edtech, sendo que mais de 50% são lideradas por mulheres.   Estratégia Sebrae: Negócios Antes da Viagem   A participação brasileira vai além da exposição. Segundo Cristina Mieko, Head de Startups do Sebrae Nacional, a meta é converter a experiência em negócios concretos. “O objetivo é que as startups cheguem a Lisboa proativas, com entendimento claro do mercado, prioridades comerciais definidas e um plano de retomada pós-evento… para encurtar o ciclo do primeiro contrato.” — Cristina Mieko, Head de Startups do Sebrae Nacional. Para garantir essa proatividade, as empresas passam por capacitações pré-evento focadas em investimento e cultura de negócios do ecossistema português.   🇧🇷 Pavilhão Brasil: Um Hub de Oportunidades   No coração do Web Summit, o Sebrae e a ApexBrasil coordenarão o Pavilhão Brasil, que funcionará como um ponto de encontro estratégico: Espaço de Conteúdo e Networking: Para a troca de experiências e a criação de conexões de alto nível. Área de Exposição: Vitrine para as startups, hubs e parceiros estratégicos brasileiros.   Case de Sucesso: MedEOR Medtech   A startup catarinense MedEOR Medtech, que participou da missão no ano anterior, é um exemplo do potencial do evento. Especializada em tecnologia para avaliação de força muscular e sensibilidade à dor, a empresa já vendeu mais de 2 mil equipamentos no Brasil. Emílio Werner, sócio da MedEOR Medtech, destaca o valor da experiência: “A experiência no Web Summit Lisboa foi uma oportunidade de conhecer as demandas do mercado externo… e conseguimos fechar dois negócios.” Após a participação, a MedEOR investiu na ampliação do portfólio e já planeja lançar novos produtos no exterior, solidificando o Web Summit como um catalisador para a sua trajetória global.

Pequenos Negócios Digitais: A Adaptação é Agora.

A digitalização deixou de ser uma vantagem competitiva e se tornou um fator imprescindível para a sobrevivência dos pequenos negócios na economia moderna. Essa é a visão clara de Décio Lima, presidente do Sebrae, que coloca a inserção digital das micro e pequenas empresas (MPEs) como o pilar fundamental para o futuro e a competitividade do Brasil. As MPEs, que representam 95% dos CNPJs e contribuem com 30% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, são as grandes motoras da geração de emprego, renda e inclusão produtiva no país. No entanto, o avanço implacável das plataformas digitais e da Inteligência Artificial apresenta um dilema urgente para o governo e o Sebrae: como garantir que esses pequenos empreendimentos consigam seu próprio espaço. Big Techs: O Novo Latifúndio Para Décio Lima, a crescente concentração de riqueza nas grandes empresas de tecnologia é um ponto de atenção crítica. Ele traça uma analogia poderosa: “As big techs são o novo latifúndio.” “Antigamente, a riqueza estava na terra. Hoje, está concentrada nessas plataformas digitais. Essa concentração pode sufocar os pequenos, que são justamente os responsáveis por movimentar a economia e gerar inclusão”, destaca o presidente do Sebrae. O desafio atual da instituição é preparar os empreendedores brasileiros para três grandes movimentos interligados: a digitalização, a valorização da criatividade nacional e a construção de um modelo sustentável de desenvolvimento. Protagonismo na Nova Economia A missão central do Sebrae é clara: garantir que o pequeno empreendedor tenha pleno acesso às ferramentas digitais e se torne um protagonista dessa nova economia. Com a conexão à internet praticamente universalizada (98% dos pequenos empreendedores já estão na rede) e 76% deles utilizando computadores diariamente, o país já vive, segundo Lima, um novo ciclo de desenvolvimento. “Quando a economia está na mão de muitos, ela cresce, circula e combate à exclusão. Essa é a revolução que estamos vivendo com os pequenos negócios”, afirma. Criatividade Brasileira como Diferencial Competitivo Apesar dos desafios impostos pelas gigantes da tecnologia, Lima enxerga no Brasil um celeiro de criatividade capaz de transformar cultura em inovação tecnológica. Essa característica, especialmente evidente na região Nordeste, é vista como um diferencial competitivo valioso. O presidente lembra que manifestações culturais como o artesanato e os festejos populares hoje se conectam ao mundo digital, abrindo espaço para novos modelos de negócio. “É difícil encontrar um povo mais criativo que o brasileiro. O Nordeste, por exemplo, já é o segundo polo de startups do país, atrás apenas de São Paulo. Essa energia criativa precisa ser valorizada como diferencial competitivo do Brasil”, conclui Décio Lima. Publicado por Sebrae