Reforma Tributária: indefinições geram caos na TI e exigem adaptação urgente das empresas

A Reforma Tributária brasileira já está provocando uma verdadeira corrida de adaptação dentro das empresas — e o impacto não está restrito aos departamentos fiscal e contábil. A área de Tecnologia da Informação também está no centro das mudanças, enfrentando desafios para adequar sistemas, processos, integrações e emissão de documentos fiscais às novas regras. Com a implementação gradual do novo modelo de tributação, empresas precisam preparar seus sistemas para lidar com novos tributos, novas informações fiscais, alterações nos documentos eletrônicos e mudanças na forma de cálculo e apresentação dos impostos. O problema é que muitas definições técnicas ainda dependem de regulamentações, layouts, notas técnicas e orientações que podem sofrer alterações ao longo do processo. Na prática, isso significa que os profissionais de TI precisam trabalhar em um cenário de constante atualização. Sistemas que hoje funcionam de determinada maneira precisarão ser revisados para acompanhar as novas exigências, enquanto empresas que utilizam ERPs, softwares fiscais, plataformas de emissão de notas e integrações com terceiros terão de verificar se seus fornecedores estão preparados para as mudanças. 💻 O desafio vai muito além de atualizar um sistema A Reforma Tributária exige uma mudança estrutural na maneira como as informações fiscais são tratadas. Não basta simplesmente instalar uma nova versão do software. Será necessário avaliar cadastros de produtos e serviços, regras tributárias, parametrizações, integrações, APIs, documentos fiscais, relatórios, bancos de dados e processos internos. Qualquer informação incorreta pode gerar impactos em cadeia, principalmente quando diferentes sistemas dependem uns dos outros. Além disso, empresas que possuem operações mais complexas podem enfrentar dificuldades ainda maiores. Sistemas precisam estar preparados para interpretar corretamente as novas regras e transmitir as informações exigidas pelos órgãos públicos, mantendo consistência entre os dados fiscais, contábeis e financeiros. ⚠️ E onde entra a indefinição? Um dos principais problemas é justamente a necessidade de desenvolvimento tecnológico em um ambiente no qual as regras ainda estão sendo detalhadas e regulamentadas. Para a TI, isso representa um grande desafio: como desenvolver e testar uma solução definitiva se determinados requisitos ainda podem mudar? O resultado pode ser aumento de custos, retrabalho, necessidade de novas atualizações e pressão sobre equipes de tecnologia, fornecedores de software e departamentos fiscais. Por isso, esperar a última hora para começar a preparação pode ser um grande risco. 🔄 TI e Fiscal precisam trabalhar juntos A Reforma Tributária também reforça a necessidade de integração entre diferentes áreas da empresa. O departamento fiscal conhece as regras e os impactos tributários. A contabilidade entende os reflexos nos registros e demonstrações. O financeiro precisa avaliar os impactos no fluxo de caixa. Já a TI é responsável por transformar essas necessidades em processos, parametrizações e soluções tecnológicas. Essa comunicação precisa acontecer de forma contínua. Não adianta o setor fiscal descobrir uma nova exigência quando o sistema já está em produção, assim como não é suficiente a TI realizar uma atualização sem compreender corretamente o impacto tributário daquela alteração. 📌 O que as empresas devem fazer? Mesmo diante das indefinições, já é possível começar a preparação. É importante mapear os sistemas utilizados pela empresa, identificar quais processos serão impactados, acompanhar as atualizações oficiais, conversar com fornecedores de software e revisar os cadastros e parametrizações fiscais. Também é fundamental realizar testes antes da entrada efetiva de novas regras, evitando que problemas sejam descobertos somente quando a operação já estiver valendo. A Reforma Tributária não será apenas uma mudança de cálculo de impostos. Ela também será uma transformação tecnológica. Empresas que deixarem a adaptação para depois poderão enfrentar um cenário de urgência, retrabalho e custos elevados. Já aquelas que começarem a se preparar desde agora terão mais tempo para identificar problemas, testar soluções e ajustar seus processos. No fim das contas, a tecnologia será uma das principais ferramentas para garantir que a transição tributária aconteça de forma segura e organizada. E, nesse cenário, acompanhar as mudanças deixou de ser uma opção: tornou-se uma necessidade.

🚀 Empreendedoras Tech impulsiona inovação feminina e encerra edição com conquistas e oportunidades de negócio

O Programa Empreendedoras Tech chegou ao fim de sua terceira edição consolidando-se como uma importante iniciativa de incentivo ao empreendedorismo feminino no setor de tecnologia. Ao longo do programa, diversas mulheres tiveram a oportunidade de desenvolver habilidades estratégicas, aprimorar seus negócios e se conectar com um ecossistema inovador e cheio de possibilidades. Durante a jornada, as participantes passaram por capacitações intensivas, mentorias especializadas e encontros com profissionais experientes do mercado, abordando temas como gestão, marketing, inovação e tecnologia. O objetivo foi claro: preparar essas empreendedoras para crescer de forma estruturada, competitiva e sustentável em um dos setores mais promissores da atualidade. O encerramento da edição foi marcado por um evento especial, que reuniu participantes, mentores, investidores e parceiros. Um dos grandes destaques foi a premiação dos projetos que mais se sobressaíram ao longo do programa, reconhecendo ideias inovadoras, impacto social e potencial de crescimento no mercado. Além das premiações, o evento também promoveu rodadas de negócios, criando um ambiente propício para conexões estratégicas. As empreendedoras puderam apresentar seus projetos diretamente a investidores e empresas, ampliando suas chances de parcerias, investimentos e expansão de suas iniciativas. Mais do que uma formação, o Programa Empreendedoras Tech representa uma transformação na vida dessas mulheres, fortalecendo a presença feminina na tecnologia e contribuindo para a construção de um mercado mais diverso, inclusivo e inovador. Com resultados positivos e histórias inspiradoras, a expectativa é que as próximas edições continuem ampliando o alcance do programa, impactando ainda mais mulheres e incentivando novas lideranças no universo tecnológico.

Capacitação em alta: cursos online do Sebrae alcançam 2,4 milhões de matrículas em 2025

A busca por conhecimento e qualificação profissional continua crescendo no Brasil. Em 2025, os cursos online do Sebrae registraram mais de 2,4 milhões de matrículas, mostrando o grande interesse de empreendedores e profissionais que desejam aprimorar suas habilidades. Com conteúdos voltados para gestão, finanças, marketing, inovação e empreendedorismo, as capacitações oferecem aprendizado acessível e prático, ajudando micro e pequenos empresários a fortalecer seus negócios e tomar decisões mais estratégicas. A iniciativa reforça a importância da educação empreendedora como ferramenta essencial para o crescimento das empresas e para o desenvolvimento da economia no país. 📚🚀

Aplicativo do Sebrae registra quase 4 milhões de atendimentos a empreendedores em 2025

A busca por informação, orientação e apoio para empreender continua crescendo no Brasil, e a tecnologia tem sido uma grande aliada nesse processo. O aplicativo do Sebrae alcançou um marco importante em 2025 ao registrar quase 4 milhões de atendimentos realizados a empreendedores de todo o país. A ferramenta foi criada para facilitar o acesso a serviços, conteúdos e orientações voltadas principalmente para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e pequenos negócios. Por meio do aplicativo, é possível esclarecer dúvidas, receber orientações sobre gestão, acessar cursos, conteúdos educativos e até buscar apoio para resolver questões relacionadas à formalização e ao crescimento do negócio. Com a rotina cada vez mais dinâmica dos empreendedores, o atendimento digital se tornou uma alternativa prática e rápida. O aplicativo permite que empresários encontrem soluções sem precisar sair de casa, tornando o processo de aprendizado e desenvolvimento empresarial mais acessível. Além disso, o Sebrae utiliza a plataforma para oferecer conteúdos atualizados sobre gestão financeira, marketing, planejamento, inovação e obrigações fiscais, ajudando empreendedores a tomarem decisões mais seguras e estratégicas para seus negócios. O número expressivo de atendimentos demonstra não apenas a relevância da ferramenta, mas também o interesse crescente dos brasileiros em empreender com mais conhecimento e preparação. O acesso fácil à informação e ao suporte especializado contribui para fortalecer pequenos negócios, impulsionar a economia e estimular o desenvolvimento do empreendedorismo no país. Com a expansão do atendimento digital, iniciativas como o aplicativo do Sebrae mostram que a tecnologia pode ser uma grande parceira para quem deseja abrir, organizar ou expandir um negócio de forma mais estruturada e consciente. 📊📱

Ameaças complexas marcam o início de uma nova era para os líderes de Cibersegurança

Aqui está a reformulação: O papel do Chief Information Security Officer (CISO) nunca foi tão desafiador e essencial como nos dias atuais. O aumento exponencial das ameaças cibernéticas, que podem causar danos irreparáveis à reputação, à confiança e ao patrimônio das empresas, exige que os CISOs estejam preparados para lidar com um cenário cada vez mais complexo e dinâmico. De acordo com um relatório da FireEye, o Brasil é o país mais atacado por hackers na América Latina e ocupa o quarto lugar mundial. Em 2024, o número de ataques cibernéticos registrados no Brasil chegou a 24.638, representando um aumento de 18% em relação ao ano anterior. Os setores mais visados foram finanças, saúde, governo e energia, com destaque para os ataques de ransomware, phishing, DDoS e APTs (Ameaças Persistentes Avançadas). Os CISOs devem se adaptar a essa nova era de ameaças cibernéticas sem precedentes, muitas vezes desempenhando diversas funções ao mesmo tempo, enquanto enfrentam a realidade de contenção de custos e investimentos em cibersegurança, especialmente no contexto brasileiro. A evolução do papel do CISO O cargo de CISO é relativamente recente. Ao contrário de outros cargos executivos, a função de diretor de segurança da informação só se consolidou a partir da década de 1990. Além disso, a função do CISO tem mudado constantemente. Segundo o relatório CISO de 2023 da Splunk, 90% dos entrevistados afirmaram que a função se transformou em um “trabalho completamente diferente” desde o início da carreira. Nos primeiros tempos, o CISO era responsável por políticas e controles básicos de segurança, com foco mais técnico do que gerencial. Hoje, suas responsabilidades são muito mais amplas, incluindo uma dimensão política significativa, onde ele precisa manter uma relação estreita com o CEO, o CFO e a área Jurídica da organização, visto que o orçamento da segurança é essencial para enfrentar as ameaças de hoje. Esse cenário representa um desafio para empresas em todo o mundo, especialmente no Brasil, onde a alta taxa de ataques se junta às incertezas econômicas e à flutuação do dólar, já que muitas soluções de segurança são vendidas em moeda estrangeira. Isso exige que os CISOs equilibrem os recursos disponíveis para garantir a proteção da empresa. A habilidade de comunicação Ao contrário da imagem estereotipada de um técnico, o CISO moderno deve ser um líder e um bom comunicador, capaz de criar e sustentar uma cultura sólida de segurança cibernética dentro da empresa. Além disso, os CISOs não devem atuar isoladamente. O apoio e a colaboração com o ecossistema externo — que inclui fornecedores, clientes, parceiros, órgãos reguladores e comunidades de segurança — são essenciais. Estes stakeholders podem oferecer informações, recursos, soluções e boas práticas, colaborando para melhorar a segurança da organização. Por isso, a comunicação e o relacionamento com o mercado são fundamentais. A segurança como uma visão holística Não basta adotar ferramentas e processos de segurança isolados. Os CISOs precisam adotar uma visão holística e integrada, que envolva desde a cultura e conscientização dos colaboradores até a governança e o alinhamento com os objetivos empresariais. A segurança deve ser vista como um fator transversal, essencial para a continuidade e crescimento da organização, e não apenas como um custo ou obstáculo. Para isso, os CISOs devem envolver todas as áreas da empresa, demonstrando o valor da segurança e estabelecendo indicadores claros e mensuráveis. Senso de urgência As ameaças cibernéticas estão em constante evolução e podem afetar qualquer organização, independentemente de seu porte ou setor. Por isso, é fundamental manter-se atualizado sobre as tendências e vulnerabilidades, investindo em soluções e metodologias que permitam antecipar-se aos riscos. Uma abordagem eficaz é incorporar a segurança desde a concepção de produtos e serviços (segurança por design), além de realizar testes e simulações periódicas para avaliar a eficácia e a resiliência dos sistemas de segurança. O papel crucial do CISO Embora o papel do CISO ainda esteja em transformação, esse profissional continua sendo essencial para proteger e inovar as organizações na era digital. Os CISOs precisam estar preparados para lidar com ameaças sem precedentes, demandando uma gestão proativa, estratégica e colaborativa da segurança da informação. Por fim, os CISOs devem compreender que a segurança da informação não é apenas uma questão técnica, mas também um fator de competitividade e valor para os clientes. Aqueles que conseguirem alinhar a segurança com os objetivos empresariais e as expectativas dos stakeholders, e que souberem comunicar de forma clara e convincente os benefícios e desafios da segurança, construirão uma cultura de segurança forte e sustentável, contribuindo para o sucesso e o crescimento da organização no cenário digital.